Em 1976 o Comendador Adelino Dias Costa faleceu, sendo substituído pelo seu sobrinho António Dias Costa

As décadas de 50 e 60 podem ser consideradas as de maior projecção, com o reforço de mão‑de‑obra e com um volume de encomendas cada vez maior. As exportações ganharam uma força crescente no volume de negócios da empresa, reforçando a sua posição nas ex-colónias, mormente em Angola. Foi criado, igualmente, o primeiro salão de exposição permanente da fábrica. Por esta altura, já a empresa tinha a trabalhar consigo 352 funcionários e um nível técnico altamente sofisticado para a época.

Foi com o adoecimento de Adelino Dias Costa e o processo de descolonização português, que a empresa viria a sofrer alguns sobressaltos. O comendador haveria de falecer em 1976, sendo substituído por António Augusto Dias Costa, seu sobrinho. No período compreendido entre a revolução de Abril e a entrada para a Comunidade Europeia viveu-se a época mais complicada da Adico, por força da redução das exportações para as agora ex-províncias ultramarinas e pelo custo acrescido da mão-de-obra no sector. Tudo isto acompanhado de uma inflação crescente.

A perspectiva de entrada no mercado europeu fazia adivinhar mudanças de vulto e trazia um desafio imenso à Adico, no sentido da modernização e adaptação aos novos tempos, o que implicaria uma reorganização interna e investimentos avultados em equipamentos fabris. Num período de poucos anos coincidiram mudanças substanciais no País e na empresa, o que condicionou de forma importante a actividade do seu novo gerente, António Dias Costa. Tentou-se, numa primeira fase, a consolidação financeira da empresa, tarefa custosa, mas coroada de êxito. Começam a admitir-se quadros com formação superior, que viriam a ser envolvidos na produção para fazer face à concorrência crescente e diversifica-se a oferta com mobiliário escolar e de escritório, numa estratégia que teve resultados animadores.

Exposição hospital escolar do Porto